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A perimenopausa muda nosso corpo ou nossa cabeça?

A perimenopausa muda nosso corpo ou nossa cabeça? Na perimenopausa nosso corpo resolve mudar sem pedir licença ou sem que tenhamos feito nada para contribuir para essa mudança. E a partir do rearranjo que nos surpreende no espelho, notamos roupas que já não realçam o brilho que temos e começamos a perceber que algumas delas não fazem mais sentido no nosso armário. Assim como o convívio com muitas pessoas não faz mais o menor sentido na nossa vida . Vez ou outra, eu faço faxinas no meu armário e retiro o que não serve mais, roupas que já gostei e não gosto mais, coisas que combinavam comigo e hoje não tem mais nada a ver com quem eu sou. Da mesma forma, a perimenopausa tem mexido tanto comigo, e com contribuição imensa da terapia, que percebi que a faxina de pessoas também é importante. Algumas pessoas eu amei e não amo mais, outras foram importantes na minha vida e agora já não são mais, pessoas maldosas e intrometidas que eu tolerava, hoje sei que não preciso mais tolerar. ...

Perimenopausa – muito mais do que sintomas físicos

Perimenopausa – muito mais do que sintomas físicos

A perimenopausa, muito mais do que sintomas físicos, representa sintomas emocionais, revelando a carência de sermos ouvidas por quem nos entenda.

Quando começamos a perceber a mudança em nossos corpos e na forma como sentimos e refletimos as situações cotidianas, mesmo ainda sem saber exatamente do que se trata, mesmo ainda sem saber dar nome para uma nova fase da vida, percebemos a falta de quem possa nos ouvir com atenção.

Já foi difícil encontrar quem nos entendesse durante toda uma vida de alterações de humor e de vitalidade que se ocorriam mensalmente por conta do ciclo menstrual.

Ainda mais agora, quando essas alterações de vitalidade, de humor, de sensibilidade, acontecem não mais em um ciclo mensal, mas acontecem num ciclo diário. Acordamos bem e no meio do dia parece que estamos doentes ou vice-versa.

Não há médicos que nos avaliem com clareza e acolhimento, não há rodas de conversa entre as amigas ou nos encontros comunitários, nem nos espaços religiosos frequentados.

Apesar de todas nós passarmos por isso, não nos sentimos à vontade para iniciar essa conversa no trabalho ou na academia de ginástica.

Temos receio de parecermos chatas, reclamonas, de sermos vistas como velhas, como desinteressantes.

Nossos sintomas são diminuídos, mal diagnosticados, somos levadas a tomar medicamentos que tratam os sintomas de maneira isolada, entramos em dietas malucas, choramos aparentemente sem motivo.

Mas não deveria ser assim, não precisa ser assim. Mesmo que sejamos poucas a falar sobre esse tema, sobre essa fase, nós precisamos perseverar, estabelecer trocas, compartilhar experiências e sentimentos.

Saber que não estamos sozinhas nos fortalece, nos encoraja e nos conduz de maneira mais leve nessa jornada.

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